SEXO: UMA CONSEQÜÊNCIA DO AMOR OU UM SEDATIVO PARA O INSTINTO?
Para quem estiver lendo este artigo agora, deve estar se perguntando, que loucura é esta? E, provavelmente dirá que casamento é amor, e sexo é conseqüência. Pode ser que sim, pode ser que não.
Já desde muito antigamente, como citado na Bíblia Sagrada por exemplo, pais já escolhiam pretendentes para as suas filhas, já que a mulher não tinha voz e era obrigada a acatar as decisões impostas pelo sexo masculino, tanto fazia ser um pai, um irmão, um marido, um primo, um cunhado, etc.
Em outras tribos e povos, casamentos arranjados eram e ainda continuam a ser práticas comuns, como é o caso de ciganos, mulçumanos e ou povos de origem pagã e/ou indígena.
Casamentos arranjados não só ocorreram entre estes povos, mas principalmente em realezas de todas as partes do mundo, para manter uma linhagem de descendentes, não perder o trono, dar um herdeiro, entre outras coisas mais.
É comum, no mundo de hoje, encontrar entre os povos mulçumanos, principalmente, essa coisa de casamento arranjado, porque nos lugares em que essa religião predomina, a mulher ainda é um ser totalmente ou quase passivo diante de sua sociedade, e portanto, sendo obrigada a casar com quem os pais decidirem, mesmo que não haja menor interesse, amor, que a noiva tenha 15 ou 16 anos e o noivo, uns 50, com idade suficiente para ser pai dela, para não dizer avô. Todavia, fatos como esses são considerados normais nestes meios sociais.
No entanto, matrimônio sem amor não se restringe à culturas orientais, apenas, como também às ocidentais, nas quais pessoas casam-se por interesses materiais, na tentativa de buscar independência da família, quando muitas vezes, acaba sofrendo até bem mais nas mãos de um marido ciumento do que em uma família controladora, mas também se casam por supor que estão realmente apaixonadas, quando lá no fundo, tudo não passa de um "fogo de palha".
Um diferencial importante entre povos orientais e ocidentais, sem generalizar tais atributos e/ou características, são os tipos de casamentos que podem ocorrer. Em países Cristãos por exemplo, para não dizer, de maioria ocidental, os casamentos são monogâmicos, ou seja, apenas uma mulher para um homem e vice-versa. Entretanto, não é o que ocorre entre todos os outros, como os de mulçumanos, poligâmicos, ou seja, dependendo do país e das condições financeiras, o homem pode ter até 4 mulheres, ou mais, se tiver como sustentar todas as esposas. Contudo, a mulher não tem esse mesmo direito.
Seria cômico, para não dizer difícil, imaginar uma mulher com 4 maridos, tendo que lavar, passar, cozinhar e ter de manter relações com os quatro maridos, para não dizer, engravidar e não saber quem é o pai.
No entanto, para a mulher que estiver lendo e supor que sua classe é injustiçada, não se iluda, pois para quem pensou na "parte boa" de ter quatro esposos, talvez o lugar certo seja ir para alguma região do Himalaia ou para Brunei, na Ilha de Bornéu, por exemplo, onde práticas de múltiplos casamentos não são consideradas crimes.
Se alguém aqui no Brasil, mesmo que fosse estrangeiro, praticasse poligamia (casamento entre um homem e várias mulheres) e/ou poliandria (casamento entre uma mulher e vários homens), provavelmente será processado por tal prática, já que, aqui só se permite um casamento monogâmico, contudo isso não se restringe somente a países do ocidente. Existem países no próprio Oriente que não permitem a poligamia, como a Turquia por exemplo, que mesmo sendo de religião mulçumana, não aceita tais atos.
Uma coisa que precisa ser questionada no mundo ocidental, como o Brasil por exemplo, é a traição. Será que isso também não é uma prática poligâmica, mesmo não existindo um casamento oficial entre esses amantes? Pois, entre povos que praticam poligamia, em certo modo a traição se anula, já que o (a) amante se torna esposo (a), e sendo assim, quando o marido/mulher desejar passar a noite com outro (a), não será uma traição, porque são casados legalmente. No entanto, é preciso reconhecer que, entre esses povos poligâmicos, adultério é considerado um crime grave, e portanto, o adúltero poderá sofrer as conseqüências desse ato instintivo, para não dizer impensado. Contudo, existe sim traição, mas o fato de uma pessoa ter vários cônjugues não se qualifica como adultério, por ser consentido dentro de determinada sociedade.
Povos de diferentes culturas pensam e agem de maneiras totalmente contraditórias com respeito ao sexo. Em países como Brasil, mais uma vez tomado como exemplo, sexo é permitido antes do casamento, apesar de as Igrejas Cristãs se manifestarem contra isso, não há qualquer tipo de restrição social por causa disso, inclusive, é considerado como prática saudável.
Segundo o Museu do Sexo, o início da vida sexual de um menino, nas tribos Kubeo e Tucano (Amazônia) ocorre com a própria mãe, porém com a supervisão do pai. Entre os povos Watusi, de Ruanda e Burundi, existe uma crendice que, se um noivo impotente mantiver relações sexuais com a própria mãe, pode se recuperar dessa impotência, o que em outras culturas, tanto ocidentais e orientais, seria um pecado, um incesto.
Continuando a citar exemplos do Museu do Sexo, em Gana (África), as viúvas da tribo Ashanti precisam manter relações com um desconhecido, para libertar-se do espírito do falecido marido. Outro exemplo a ser citado, é o fato de o Esquimós que ofereciam hospitalidade sexual aos visitantes, concedendo a esposa ou a filha para tal uso.
É lógico que, sexo, dependendo da cultura, pode ou não significar um compromisso. Em muitos casos, apenas uma noite juntos de prazer selvagem, e nada mais, e no dia seguinte, cada um pegar as suas "trouxinhas" e continuarem em seus caminhos como se jamais tivessem se cruzado antes.
Durante algum tempo, o homem que mantivesse relações sexuais com uma mulher antes do matrimônio, deveria ser obrigado a assumir suas responsabilidades e casar-se com a "moça", para não desonrar o nome dela e/ou de sua família. E, para aquelas que não conseguiam se casar, o único remédio era sair de seu meio social, para não sofrerem discriminação por tal ato, já que numa sociedade sempre machista, o homem jamais fora punido por exercer sua sexualidade, mas a mulher sim.
Não é surpresa para ninguém que, numa cultura ocidental, a mulher continua sendo virgem até ter o primeiro filho (não significa que por fazer sexo continuará virgem, apenas se adotou um novo conceito, para justificar o que não se pode provar hoje em dia). Como alguém pode saber se a mulher já teve ou não a primeira relação se não teve filhos ainda? Já que, em uma sociedade tão "moderna" tudo parece ser normal ou pelo menos permitido. Este feito não significa que não se possa provar a "pureza" feminina. É claro que sim, com uma observação atenta do corpo e do comportamento do indivíduo, com testes ginecológicos, etc., todavia, meninas se vestem como mulheres, e num mundo no qual garotas entre 12 e 15 já mantiveram relações (sem generalizar), é preciso mais do que ser adivinho, para saber se esta ou aquela foi ou não.
Entre homens, por exemplo, a questão da sexualidade ocupa um outro formato: que não é somente o da busca pelo prazer inicial, mas como prova para si mesmo e para os amigos, que já é um adulto ou quase, enquanto que, garotas, pelo menos na primeira vez, praticam sexo "por amor".
E, do jeito como as coisas andam, chegará um momento em que não haverá mais casamento, pois não se torna mais obrigatório, e diversas leis estão sendo ajustadas, para adequar-se ao perfil dessa nova sociedade, que prefere juntar-se ao invés de realizar uma cerimônia em alguma igreja e/ou centro religioso.
Nota-se que, o conceito sexo não se refere apenas ao gênero sexual pelo qual todos são destinados a cumprir em vida, mas que não é feito por completo, já que muitos indivíduos entram em conflito com sua própria sexualidade e prefere uma segunda opção. E, para o sexo estar como assunto desta reportagem, foi preciso o mundo evoluir bastante, para que as pessoas pudessem romper esse tabu, coisa que antigamente nem se falava, e muitas vezes, as mulheres se casavam e não se davam conta do que lhes aconteceria na lua-de-mel, já que nem todas as mães conversavam com as filhas sobre isso.
No entanto, é preciso ressaltar que, sexo, em diversos lugares ainda é uma prática, que aparentemente, só é destinada aos homens, porque sempre a maior preocupação, mesmo em pleno século XXI, é com a satisfação sexual masculina, esquecendo-se da mulher como atuante no ato e que também é um ser humano, dependente dos mesmos tipos de emoções que os homens.
Embora existam religiões que só preguem o sexo como meio de procriação e após o casamento, têm outras que vêem no sexo um meio de libertação e descarrego de energias negativas, como o hinduísmo que, através das práticas de tantra-yoga adota a filosofia de que o sexo pode elevar o indivíduo e é uma dos atos que contribuem para conduzir o indivíduo ao Nirvana (o mais alto grau de satisfação de um indivíduo, conforme suas experiências de vida).
Para quem vive numa sociedade, na qual a religião não se sobrepõe à política e ao governo de um povo, e que está solitário (a), um dos consolos para essa carência de sexo - para não dize amor - está na prostituição, que sendo a "mais antiga das profissões", permanece mais presente do que nunca, num cotidiano em que pessoas cada vez mais desejam, excitam e vivem na busca de exteriorizar um "EU" que não dorme mais, já que em certas sociedades, o pudor com respeito ao sexo está desaparecendo cada vez mais, deixando de ser tabu para se tornar conceito.
Algumas Informações com base em Fontes:
Jornal da Globo: http://jg.globo.com/JGlobo/0,19125,VTJ0-2742-20041116-67359,00.html
Museu do Sexo: http://www.museudosexo.com.br/salahistoria_diferentesCulturas.asp
Leia este blog no seu celular
Escrito por Diego Francisco às 22h56